Midnight Diner: Tokyo Stories é a série que você precisa ver

midnight dinner

Fonte: Netflix

Ou como no original, Shinya Shokudo. Um pequeno restaurante, perdido numa viela, entre as movimentadas ruas do distrito de Shinjuku (Tokyo), que funciona da meia noite até as 07 h da manhã, e que prepara o prato que o visitante desejar, desde que o estabelecimento possua os ingredientes. Esse é o enredo dessa série modesta, mas cativante, que a Netflix apresenta ao mercado japonês.
Baseado em um mangá japonês de Yaro Abe, que deu origem a uma série japonesa de 03 temporadas e três filmes. Foi adaptado para a TV da Coréia, e também para a da China. Mais tarde teve seus direitos comprados e foi adaptado ao formato “Netflix”.
Com um início animador assim, é claro que a história vai além. Cada prato servido nesse restaurante, pelo seu Master (Kaoru Kobayashi) – chef/dono – do local, carrega uma leve história sobre os relacionamentos humanos… mas, não se trata de uma programa de culinária, então, mesmo com pratos muito bem preparados e com uma fotografia que te dá vontade de comer o que é servido, não subestime o programa. Os episódios focam nas emoções e nos sentimentos das personagens, que são construídos com esteriótipos comuns mas diversos. Há acompanhantes, motoristas, garotas/garotos tímidos, apostadores, trabalhadores, gigolôs… Cada cliente que entra no restaurante, carrega consigo uma dúvida, uma paixão não correspondida, traumas, desejo de redenção. E, vemos no decorrer do episódio, o desenrolar da trama e o preparo dos pratos. O master, personagem central da trama, mesmo uma figura sempre presente, mantém-se distante, observando e analisando cada situação, até o momento de aconselhar ou apresentar um desfecho prático quando necessário.
Abaixo tem o trailer da Netflix:

Cada episódio tem aproximadamente 20 minutos, e mesmo parecendo pouco, as tramas são tão bem construídas, que antes que se dê conta, você já mergulhou nas breves histórias e se identificou com algum esteriótipo de personagem presente no restaurante. Isso, sem contar a trilha sonora, que mesmo num idioma tão diferente do nosso consegue chamar a atenção por ter uma melodia tão cativante e harmoniosa com os episódios.
Destaque para a canção de abertura: Omoide (Memórias) de Tsunekichi Suzuki.
Que pelo ritmo e suavidade, introduz a audiência ao ambiente da trama.

Os episódios são curtos, o restaurante de tão aconchegante, parece uma sala de psicólogo para algumas personagens. Para outras, só um local para descontração, fofocar, ou até  flertar. E o barato é que você percebe isso. No final dos episódios há sempre uma lição ou um conselho a se passar. E por tudo isso, eu acredito que você deveria se sentar relaxadamente e assistir alguns episódios, ou a temporada toda (que eu espero que tenha continuação). Por que além dos pratos, esses contos sobre o ser humano vão te conquistar.

 

Marseille

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Reprodução Internet

Ao contrário de alguns brasileiros, eu aproveitei o feriado de carnaval para finalizar uma das séries que eu estava acompanhando. Marseille, série original da Netflix.
Se você gosta de intrigas, política, máfia, uma boa alternativa é essa produção francesa.
A trama principal é sobre o prefeito de Marseille, Robert Taro (Gérard Depardieu), que está prestes a encerrar o seu mandato e se aposentar da política. Seu pupilo, Lucas Barres (Benoît Magimel), tem intenções escusas e une forças com um grupo de influentes políticos e mafiosos, para assumir o controle da prefeitura e do porto de Marseille. Quando Taro descobre, decide intervir lançando sua candidatura à reeleição da cidade. A partir daí, inicia-se nos bastidores das eleições um jogo sujo de intrigas, poder, sexo (sem exagero), assassinato… e por aí vai – na verdade é clichê, mas é o padrão para esse tipo de trama.

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Reprodução Internet

O enredo não é original como dito, mas compensa. Começando pela trilha sonora, por apresentar atores franceses e deixar um pouco de lado os norte americanos. Pela abordagem dos dois lados da cidade de Marseille, tanto os pontos turísticos quanto as partes mais pobres.
Algo mais interessante do que apenas as intrigas de gabinetes.
A trama em si, nos primeiros episódios tem um desenvolvimento legal, assim como a história das personagens, mas ao chegar na metade da primeira temporada os episódios parecem mais corridos, os acontecimentos e personagens não são bem aproveitados como eu acredito que deveriam. A ideia que eu tenho é que a trama poderia fluir mais se explorassem a história e a relação de alguns personagens mais a fundo.
O episódio final da temporada foi bem interessante e a serie foi renovada para a segunda temporada. Espero que mantenha o padrão e possa se desenvolver mais, apesar do desfecho final.
No IMDb marca nota 6.9 de 10, no Rotten Tomatoes atingiu 40% de críticas e 70% de aprovação do público, com 08 episódios de 01 temporada. As críticas em geral não foram boas, a série não é inovadora, mas entrega o que se propõe, tem bons atores e é um investimento da Netflix no mercado europeu, que talvez possa surpreender na próxima temporada.
Caso você tenha ficado ao menos curioso, curta aí o tema de abertura com a banda francesa Orange Blossom, que eu acabei conhecendo com essa série e curti muito.

 

E você, conhecia Marseille?
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