Sobre políticos, partidos e corrupção.

Na minha adolescência, eu acreditava que as coisas seriam melhores se as pessoas falassem mais de política, ao invés de futebol ou o capítulo da novela da noite passada… Eu não sabia que as coisas poderiam se complicar tanto assim.

Porém, nos últimos anos, com as ideias de “vem pra rua”, “o gigante acordou”, depois dos sucessivos escândalos no governo e na Petrobrás, a “lavação de roupa suja entre governo e oposição”, parece ter feito as pessoas se interessarem mais por política. Ou não…

Essa minha incerteza, é pelo motivo de quê não há um embasamento nas críticas e nos ideias políticos de uma parte da população, quando se observa mais profundamente algumas conversas. Sem querer generalizar, apenas baseando-me no ambiente em que eu vivo. E, ainda que observasse um ambiente mais amplo, como o nosso país, por exemplo. Nós temos uma presidenta que está caminhando na linha tênue de um impeachment, um presidente da Câmara, que nega suas contas secretas na Suíça e corrupção, um governador do estado (SP), irresponsável com o problema hídrico do estado e que tornou sigilosos documentos sobre as obras do metrô. Nada disso parece fazer com que uma parcela maior da sociedade se interesse realmente pelo que acontece no dia a dia da política.

Porém, se eu me ater apenas na cidade em que vivo. Indaiatuba, cidade no interior do estado de São Paulo. Na segunda-feira, da semana passada (05 de Outubro), muitos brasileiros que ainda não a conheciam, ouviram falar dela pela notícia da apreensão de R$ 1,5 milhão feita pelo MP, na casa do prefeito, fora os R$400.000,00, no gabinete dele. Ele não foi o primeiro e nem será o último a se envolver nesse tipo de escândalo. E até agora, não se vê nenhuma punição que possa ser aplicada a ele. Um dos problemas nisso tudo é que nem o partido ao qual ele pertence (PMDB), se prontificou, ou irá se prontificar em puní-lo. Nem mesmo adverti-lo pelo envolvimento no escândalo. Como nem a população se chocou e nem saiu às ruas para cobrar alguma explicação sobre o ocorrido. Muito pelo contrário, houve muitos que defenderam o prefeito com a tão famosa conversa do rouba mas faz.

Eu tento entender o quê falta. Se mesmo com tantas irregularidades, negligencias, com as provas, o acesso ao conhecimento, as pessoas ainda se mantém relapsas aos assuntos que realmente importam e ao mesmo tempo conseguem reclamar e culpar o outro pela atual situação do país e do mundo.

Vivemos num país livre, mas poucos políticos e nenhum partido assume a proteção do voto não obrigatório. Temos políticos corruptos que praticamente se aposentam em seus cargos sem que sejam ao menos condenados por seus crimes fiscais. Alguns policiais são tão corruptos e perigosos quanto os bandidos que eles deveriam colocar na cadeia, sem contar o sistema carcerário que nem de longe é um exemplo de restauração social. Simplificando a questão, até que ponto é preciso que a sociedade sofra e seja humilhada até que comece a reagir?

Partindo do pressuposto de quê quem muda, muda também o ambiente em que vive e assim, ajuda a transformar a sociedade, aparentemente, a verdadeira mudança está longe de acontecer…

Vai ver – mesmo que eu não acredite nisso – é como um comentário que ouvi esses dias: “as pessoas estão mais dispostas a aceitar o fim do mundo e viver em um apocalipse zumbi, do quê em ter iniciativa e transformar o mundo num lugar melhor hoje”.

Ou talvez seja diferente, e as discussões começam bagunçadas e a medida que vão evoluindo junto com a educação das pessoas, as ideias e ideais também evoluam. E assim, os debates não sejam com informações falsas, com ofensas e violência, na base de quem grita mais é que tem razão. Mas sim, sabendo ouvir e respeitando as diferentes opiniões.

Dizia Blake: “oposição é amizade verdadeira”. Quem sabe assim, as coisas comecem a melhorar quando discutindo política, cultivar-mos mais amizades ao invés de desafetos.

 

 

 

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O amor na era digital (e como manter o romantismo)

Todo mundo deve conhecer alguém (ou é esse alguém), que já começou um relacionamento online.Mas quantos realmente devem se tornar reais e duradouros tanto quanto um relacionamento mais convencional – assim por se dizer – entre pessoas da mesma cidade?
Muitas coisas tornaram-se mais fáceis desde o advento da internet. Uma delas, a aproximação de pessoas distantes e os relacionamentos amorosos para uma parte da população mais tímida e com dificuldades em se relacionar. Em tempos onde a conectividade é vista como uma obrigação, os contatos do seu perfil por mais distantes que estejam, são tão comuns quanto a vizinha da casa ao lado.
E as conversas, a qualquer hora do dia ou da noite, numa dessas redes sociais, conectando as pessoas com a maior facilidade que se conhece desde o início da raça humana. Também trouxe muitos perigos, vide os vários escândalos como ‘sex tapes’, e fotos íntimas ‘vazadas na rede”. Mas, nos voltando para a ideia desse post que é falar sobre o amor e os casais modernos que por algum motivo, acabam encontrando um(a) parceira(o) que vive em outra cidade, estado, ou até país…
A pouco mais de 30 anos, a forma convencional de se manter contato entre pessoas distantes e mais barata também, era o uso de cartas, que apesar dessa facilidade, é um meio de comunicação demorado, diga-se de passagem.

Algumas pessoas ainda mantém esse costume, hoje visto como ultrapassado por alguns e romântico por outros.
Prezamos hoje em dia pela praticidade, rapidez e agilidade, essa é a verdade. É claro, que há pessoas que se aproveitam sim, dessa situação para romper essa barreira e se envolvem com várias(os) parceiras(os). Mas, há também, pessoas que se apaixonam, se envolvem, são sinceras e acabam se entregando completamente a uma relação incerta e
por muitos vista como absurda, pois estão mais familiarizadas com a forma ‘mais comum’ de namoro.
Eu conheço alguns casos. Tenho amigos que se conheceram em uma sala de bate papo. O relacionamento que após um bom tempo era apenas de amizade, mudou para o status de namoro e um tempo depois, inevitavelmente tornou-se casamento. O simples detalhe é que ele é do Nordeste do Brasil e ela da distante Rússia.
Há também quem, após conhecer o seu interesse romântico, acabe se desiludindo com a realidade, até porquê, é no primeiro contato que se tem noção da realidade entre o ‘casal virtual’, as dificuldades causadas pela distância, o fator dinheiro, as inseguranças de se envolver com alguém distante, as diferenças reais entre o casal,
e a infeliz certeza que nem sempre terá ela(e) fisicamente presente quando você precisar. Engana-se quem acredita que as pessoas que se envolvem dessa maneira não sofrem, e se aventuram nessa situação por puro prazer e insensatez. Só quem já se sentiu sozinho num fim de semana, mesmo entre amigos e familiares, ou desejou compartilhar algum
momento com a pessoa que está distante sabe como é difícil essa escolha. E há os que estão nessa só para curtir e tirar proveito do maior número possível de parceiras(os).
É difícil sim, mas não menos apaixonante, excitante e adorável como todo relacionamento é. Ao contrário, com a distância, vem a vontade de aproximação e é aí que se faz útil a tecnologia. Telefonemas e mensagens durante o dia ou a noite, troca de mensagens, skype, whatsapp, recadinhos no perfil, troca de carícias que não podem ser feitas fisicamente naquele momento, são feitas com palavras ditas numa ligação, ou trocadas em mensagens ao longo do dia (faz-se aqui uma pausa para agradecer pelos planos mais baratos das companhias telefônicas, o quê também facilitou muito a aproximação entre as pessoas)… E quando chega o dia de matar as saudades, todo aquele desejo,
o amor acumulado ao longo dos dias ausentes, a paixão de sentir o toque, o calor da pessoa amada, ouvir o som da voz sem o intermédio de um telefone grudado na orelha, a maravilha de presenciar ao vivo um simples sorriso da pessoa amada. Ah, o amor…
Enfim, se você passa por isso, espero que seja muito feliz, porque amiga(o), sua vida não é fácil.
Mas seja forte em suas convicções, se você é feliz dessa forma e faz a outra pessoa feliz também, não se importe com o quê digam. Só se vive uma vez, então esforce-se em ser feliz e fazer o bem para os outros, assim, o bem virá para você.
Mas não deixe a relação cair na mesmice que qualquer outra à distância ou não, possa eventualmente cair.
Use a surpresa e tecnologia como já dito, como aliada. Mande mensagens, faça ligações, provoque mais com mensagens ou conversas mais picantes (fale de sexo). Seja presente, mesmo distante!
Se ainda não fez essas coisas, interesse-se mais pelo dia da sua amada(o) e deixe que seja perceptível isso com perguntas, chegue um pouco mais cedo e vá embora mais tarde quando forem se encontrar.
E o mais importante, AME!
Ame muito, com intensidade, companheirismo e cumplicidade, com muita pegada, safadeza e desejo. Que só assim, uma relação próxima ou distante pode durar até o ponto de vocês conseguirem encurtar a distância e viverem felizes para sempre, debaixo do mesmo teto. As experiências podem ser boas ou nem tão boas assim, mas serão suas e vão lhe influenciar de alguma forma, em algum grau pelo decorrer da sua vida.
Então, tendo alguém, perto ou distante, esforce-se para valorizar esse seu relacionamento, e que seja eterno enquanto dure.